Galp lidera subida da Bolsa de Lisboa. Europa fecha no verde

Sessão de otimismo na negociação europeia. O PSI 20 fechou em alta muito ligeira (0,014%) nos 5.091,75 pontos, abaixo da performance europeia, com a subida das ações da Galp (+1,46% para 13,58 euros).

O PSI 20 fechou em alta muito ligeira (0,014%) nos 5.091,75 pontos, abaixo da performance europeia, com a subida das ações da Galp (+1,46% para 13,58 euros) a liderar a sessão.

Isto no dia em que a Galp elevou em 15% o dividendo relativo ao ano fiscal de 2018 para 0,63 euros/ação.

A petrolífera anunciou um resultado líquido ajustado de 109 milhões no 4ºtrimestre, o que traduz uma queda de 42% face ao mesmo período do ano passado. O consenso de analistas tinha estimado 131 milhões. Galp indica que este resultado foi impactado pelo mark-to-market de derivados no negócio de Gas&Power.

Mas a má notícia é que a Galp revelou projeções para 2019 a mostrarem uma estagnação no EBITDA.

No quarto trimestre o EBITDA ajustado subiu 4% para os 493 milhões, abaixo dos 506 milhões estimados pelo mercado. Mas a Galp antecipa um EBITDA entre 2,1 mil milhões e 2,2 mil milhões  de euros para 2019 e acima dos 3 mil milhões a partir de 2020. Em 2018 o EBITDA cresceu 24% para 2,2 mil milhões.

A projeção de CapEx (investimento) anual é de 1.000 milhões de euros.

A Corticeira Amorim fechou a subir 0,91%; e a Sonae também se destacou ao valorizar 0,61% para 0,910 euros. O BCP fechou em alta de 0,74% para 0,2318 euros.

A Altri subiu 0,55% para 7,300 euros (ao contrário da Navigator que deslizou 0,14%) e os CTT ganharam 0,78% para 3,120 euros.

Em queda destaque para a NOS que caiu -1,26% para 5,50 euros. No índice oito dos títulos fecharam em terreno negativo, sendo que a Mota-Engil desceu -0,54% para 1,830 euros; e a Jerónimo Martins caiu  -0,92% para  12,95 euros.

A Europa fechou no verde. O índice global EuroStoxx 50 subiu 1,01% para 3.167,36 euros.

A sessão de otimismo na negociação europeia. Com o FTSE 100 a subir 0,0% para 7.134,5 pontos; o CAC a valorizar 1,11% para 5.016,76 pontos; e o Dax a ganhr 1,06% para 11.022,24 pontos.

Na Europa do sul, Milão subiu 1,32% para 19.6078 pontos; e o Ibex a ganhar 0,93% para 8.939,3 pontos.

A par de uma semana preenchida com resultados de empresas do velho continente, importantes desenvolvimentos na guerra comercial, justificam esta performance positiva dos mercados de ações.

“Entre os destaques empresariais temos a subida dos pesos-pesados Airbus, que recebeu nota positiva do Goldman Sachs, e Deustche Post, perante perspetivas de aumento de preços acima do esperado. Na banca, o italiano Banco BPM era o mais animado após ter informado que excedeu os requisitos do BCE”, lê-se numa nota da Mtrader.

De Espanha chegam ventos de instabilidade política. Milhares de pessoas saíram à rua em Madrid para pedirem a demissão de Pedro Sanchez. A manifestação convocada pelo Partido Popular, Ciudadanos e pelo Vox trouxe milhares de pessoas às ruas em Madrid para pedirem a demissão do primeiro-ministro espanhol.

“O risco político está de volta à agenda espanhola isto depois do cenário de chumbo do Orçamento do Estado ter ganho força.  A votação está agendada para esta quarta-feira”, relembra o analista da Mtrader.

Em termos macroeconómico,salienta-se que a economia britânica desacelera no final de 2018. Os dados preliminares apontam para um crescimento sequencial do PIB de 0,2% no 4ºtrimestre de 2018, um registo aquém do esperado (+0,3%). Trata-se de uma desaceleração face aos 0,6% registados no 3ºtrimestre. Em termos homólogos a subida foi de 1,3%.

“Damos destaque ao investimento que voltou a contrair, sendo o 4ºtrimestre consecutivo nesse registo. O investimento terá contraído 0,5% em termos sequenciais”, refere o analista do banco de investimento do BCP.

Hoje foi dia de reunião do Eurogrupo, depois de o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, ter alertado que a inflação permanecerá baixa nos próximos meses.

O Eurogrupo, reunido hoje em Bruxelas, apoiou por unanimidade a nomeação do governador do Banco Central da Irlanda, Philip Lane, para a Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE), onde irá substituir o alemão Peter Praet.

O Banco da França publicou sua previsão de crescimento no relatório mensal, e prevê crescimento de 0,4% no primeiro trimestre, o que significaria uma melhoria em relação ao quarto trimestre de 2018. O banco central estimou um crescimento 1,7% anual. Em relação ao sentimento da indústria francesa em janeiro, deu-se uma queda para 99, em comparação com 103 esperados, sendo o número anterior de 102.

O petróleo está em queda nos mercados. Em Londres o Brent cai 1,1% para 61,42 dólares e nos Estados Unidos o WTI cai 1,78% para 51,78 dólares.

A debilidade do euro perante os recentes dados de Bruxelas relativos ao crescimento do PIB faz com que a moeda europeia esteja a cair 0,41% para 1,1277 dólares.

O mercado de dívida mostra que a dívida alemã a 10 anos sobe 3,3 pontos base para 0,12%, ao passo que a dívida portuguesa no mesmo prazo agrava 0,4 pontos base para 1,655%. Espanha vê os juros subirem 0,9 pontos base para 1,242% e a dívida italiana está a aliviar das subidas recentes, e desce 5,8 pontos base para 2,9%.

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