Governante de Macau sublinha “grande esforço” de promoção da língua portuguesa

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, Alexis Tam, afirmou esta terça-feira que o executivo está a fazer “um grande esforço para promover a língua e cultura portuguesa” no território, uma estratégia apoiada diretamente por Pequim. Em declarações à Lusa, à margem de uma visita à Câmara do Porto, no âmbito das celebrações […]

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, Alexis Tam, afirmou esta terça-feira que o executivo está a fazer “um grande esforço para promover a língua e cultura portuguesa” no território, uma estratégia apoiada diretamente por Pequim.

Em declarações à Lusa, à margem de uma visita à Câmara do Porto, no âmbito das celebrações dos 40 anos de relações diplomáticas entre Portugal e China, o responsável prometeu também mais apoios, num momento em que o número de professores aumentou “quase o dobro”, um compromisso que segue “instruções do Governo central”.

“Neste momento, há cerca de 6.700 alunos que estão a estudar a língua portuguesa nas escolas secundárias. Já não falo dos alunos que estão a estudar em Portugal, cada vez há mais alunos que vêm para Portugal para prosseguirem os estudos e também estamos a incentivar os alunos para virem”, disse.

Pelo contributo para o desenvolvimento da Educação e ensino da língua e cultura portuguesas, Alexis Tam vai ser distinguido pela Universidade de Lisboa com o título de doutoramento ‘Honoris Causa’, numa cerimónia agendada para março.

“Fiquei muito feliz com esta honra. Significa que eu e a minha equipa estamos a executar bem a política de promover a língua a cultura portuguesa em Macau. Penso que estamos a fazer bem o nosso trabalho, que é apreciado pela Universidade de Lisboa. Para nós, este título de ‘Honoris Causa’ pode encorajar-nos a fazer mais no futuro. Isso eu garanto, que o Governo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] vai fazer mais no futuro”, sublinhou.

Em declarações à Lusa, Alexis Tam lembrou que em 2019 se “celebram 20 anos de Governo da Região Administrativa Especial de Macau” e o território tem todas as condições para “servir de plataforma entre a China e Portugal para a área do comércio, economia e atividades culturais”.

“Pode perguntar aos cidadãos de Macau ou da China, [todos] gostam muito de Portugal”, destacou Alexis Tam.

“Esteve aqui há pouco tempo o Presidente da China, Xi Jinping. Foi muito bem recebido pelo povo português e também já foi anunciado que o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, vai visitar a China e Macau. Penso que todos os cidadãos vão ficar muito contentes com isso e por isso somos amigos. Os povos são amigos”, reforçou.

Sem abordar o futuro de Macau após 2049, quando termina o período de transição acordado entre Portugal e a China, o responsável prometeu que as relações entre a RAEM e os portugueses são inquebráveis.

Alexis Tam disse ter a “certeza absoluta” que se reforçará a amizade com Portugal, “como o vinho do Porto”. “Quanto mais velho, melhor. Esta amizade vai manter-se e, pessoalmente, espero que continuemos a ser amigos, os dois povos”, finalizou.

Ler mais
Recomendadas

PremiumFuturo de Espanha decide-se a partir de Estremera

Hegemonia da ERC na Catalunha pode levar a maioria absoluta de esquerda liderada pelo PSOE de Pedro Sánchez, juntando também o Unidos Podemos.

Joana e Mariana Mortágua: “Leva o Bolsonaro para ao pé do Salazar”

“Ó meu rico Santo António, ó meu santo popular, leva lá o Bolsonaro, leva lá o Bolsonaro para ao pé do Salazar”. É assim a letra da música, que envolve o presidente do Brasil, cantada pelas deputadas do Bloco de Esquerda durante uma marcha do 25 de abril. A música foi cantada na presença de Catarina Martins, de Marisa Matias e de um deputado francês. O ditador António de Oliveira Salazar morreu em 1970.

Barclays passa de lucros a prejuízos e admite mais cortes de custos

Ainda segundo os resultados hoje conhecidos as receitas caíram 2% para 5,25 mil milhões de euros de libras (6,1 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), o que levou o banco a admitir que terá de reforçar o cortar custos se a queda de receitas persistirem no resto do ano.
Comentários