Jovem de 27 anos cria startup (quase) bilionária

O comércio digital caminha a passos largos para ser o maior trunfo da economia mundial. E o caso da Zilingo é um bom exemplo disso.

As plataformas de e-commerce têm vindo a conquistar um lugar cativo nas estatísticas mundiais. Em 2017, segundo o portal Statista, registaram-se cerca de 1,6 mil milhões de consumidores online, número que representa cerca de 21,8% da população mundial.

A par destes números, não é de estranhar que nos últimos anos se tenha assistido ao ‘boom’ de plataformas de comércio online. Algumas funcionam, apenas, no meio digital e outras apoiam os espaços físicos das marcas, reforçando a sua presença digital.

A história de Ankiti Bose é o exemplo de um caso de sucesso. Com apenas 24, criou a Zilingo, um marketplace dedicado ao mundo da moda, com pouco mais de 30 mil euros, dinheiro que tinha poupado como analista da Sequoia Capital India. A startup oferecia às pequenas marcas locais um espaço online para venderem os seus produtos, ajudando-os a ganhar escala e a atrair novos consumidores.

Mais tarde, e como seria de esperar, a Zilingo expandiu a sua área de negócio. Depois de se aperceber das dificuldades dos comerciantes em entrar em contato com fornecedores e conseguir preços mais competitivos, a empresa indiana começou a prestar apoio personalizado e tecnológico aos seus clientes. Em troca, cobra 10 a 20% de comissões pelas vendas através do site.

Hoje, com 27, fechou o último ano fiscal com 135 milhões de dólares em receita, 12 vezes mais que no ano anterior (2017). Tem mais de 400 funcionários e está presente em oito países, sendo que se prepara para lançar o site australiano em breve.

A empresa caminha a passos largos para conseguir a distinção de ‘unicórnio’, preparando-se para marcar presença na exclusiva lista de 310 empresas mundiais nessa categoria.

Segundo dados da CBinsights, das 310 empresas avaliadas em mil milhões de doláres, 24% oferecem serviços de software – com a nova-iorquina Infor a liderar o ranking – 13% de e-commerce e 10% de fintech. O ponto comum? Quase todas têm o seu principal core no digital.

 

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