Lucro do Bankinter cai 65% no semestre. Provisões somam mais de 192 milhões de euros

As provisões relacionadas com a pandemia Covid-19 pesou no resultado líquido do banco espanhol.

O resultado antes de impostos da atividade bancária do Bankinter no primeiro semestre ascendeu a 61,8 milhões de euros, o que se traduz numa queda homóloga de 82,1%, afetado pelas provisões de 192,5 milhões de euros, específicas da pandemia Covid-19.

Em Portugal, atividade do Bankinter gerou no semestre um resultado antes de impostos de 17 milhões de euros, o que representa uma queda homóloga de 50%, devido às  provisões realizadas de 25 milhões de euros para prevenir o cenário macroeconómico, quer à libertação de provisões efetuadas no exercício passado e nos anteriores. O resultado antes de impostos do Bankinter Portugal cresceu 60% em termos homólogos.

Contando com a atividade seguradora, a Línea Directa Aseguradora, o resultado líquido consolidado do Grupo Bankinter atingiu os 109,1 milhões de euros, o que representa uma queda homóloga de 64,7%.

Ainda assim, a margem de juros cresceu 12%, a margem bruta expandiu 11% e o resultado antes de provisões. Quanto ao balanço, é de destacar o crescimento do crédito: mais 10% nos períodos em comparação.

O Grupo espanhol disse ter registado “um volume de receitas recorde” até junho de 2020. Antes das provisões, a margem operacional aproximou-se dos 470 milhões de euros, um aumento homólogo de 9,8%.

O rácio de eficiência na atividade bancária melhorou 110 pontos base face ao primeiro semestre de 2019, fixando-se nos 47,9%.

A carteira de crédito subiu 7,4% para 63.6 milhões de euros e os recursos dos clientes subiram 10% para 61.5 milhões de euros.

A carteira de crédito a empresas atingiu os 28.3 milhões de euros, isto é, um aumento de 18,4% face a igual período do ano passado, enquanto a carteira hipotecária somou 27 mil milhões de euros, apesar da contração homóloga de 13% da nova produção de crédito hipotecário.

No crédito ao consumo que o Bankinter Consumer Finance desenvolve em Espanha, Portugal e Irlanda, foi concedido 2.8 mil milhões de euros em crédito no semestre, isto é, mais 8% do que em igual período do ano passado.

Na gestão de ativos, os ativos sob gestão cresceram nos negócios de “Banca Privada” e “Banca Personal” cresceram 2%, em termos homólogos, para 39 mil milhões de euros. O novo património captado nos clientes com maior património foi de mil milhões de euros.

“No negócio com empresas, destacam-se três alavancas de receitas: banca internacional, com um aumento da margem bruta de 9% no ano; banca de investimento que, sob a marca “Bankinter Investment”, fez a sua margem bruta crescer 11%; e negócio Transacional, que aumentou as suas receitas por comissões em 3%”, diz a instituição financeira.

Os ativos do Grupo somaram mais de 92.8 milhões de euros no semestre, mais 12,2% do que em igual período do ano passado.

“Quanto aos principais rácios, o Bankinter reforça a solvência relativamente aos trimestres anteriores, alcançando um rácio de capital CET1 fully loaded de 11,8%, 1.400 milhões de euros acima do requisito mínimo do BCE. Por outro lado, a realização de provisões com um valor mais elevado, que impactam o resultado, afetam também a rentabilidade dos capitais próprios, ROE, se bem que este rácio se mantenha em posições de liderança no setor, situando-se em 7,56%”, refere o banco espanhol.

(atualizada às 9h03 com mais informação)

Ler mais
Relacionadas

Bankinter aposta em serviços de gestão de pagamentos para facilitar relação das empresas com fornecedores

Adicionalmente, a plataforma Bankinter Confirming facilita os pedidos de antecipação sem necessidade de assinatura de documentos e o acesso, em Portugal ou no estrangeiro.
Recomendadas

“Em crise os riscos de crédito aumentam e o seguro torna-se mais importante”

Nesta crise, há setores que se veem obrigados a reduzir a sua atividade, “mas há outros em que novas oportunidades de negócio se abrem”, afirma a ‘chairman’ da COSEC, Maria Celeste Hagatong.

CGD faz hoje 145 anos e celebra com concerto online de Abrunhosa

Paulo Moita de Macedo, Presidente Executivo da Caixa, assinala a data com uma mensagem dirigida a todos os clientes onde realça a importância de cada cliente na construção destes 145 anos de história. O CEO da CGD coloca a tónica no futuro do Banco, “um caminho que continuará a ser feito lado a lado com os portugueses”.

Malparado do Novo Banco foi vendido ao melhor preço conclui auditoria da Deloitte

“Nos três processos de alienação analisados verificou-se que foi escolhida a proposta de investidores que apresentava o preço mais elevado”, pode ler-se no documento da auditoria da Deloitte.
Comentários