Número de empresas criadas em Portugal aumenta 12,6% nos primeiros quatro meses do ano

Nos primeiros quatro meses do ano, o número de empresas criadas em Portugal aumentou 12,6% enquanto que as entidades encerradas subiu 2,5%.

De acordo com o barómetro Informa D&B, de janeiro a final de abril, foram criadas 19.846 mil empresas e encerradas 5.078 mil.

A Informa D&B revela que o crescimento da criação de novas empresas no país, sendo generalizado a quase todos os setores de atividade e distritos, fica marcado pelo setor dos transportes, onde a constituição de novas empresas mais que duplicou (mais 113,2%), para 892.

Para este valor, contribui de forma muito significativa o transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros, sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa, coincidindo com a promulgação da Lei 45/2018 que regula a atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataformas eletrónicas.

Além dos serviços, que é sempre um setor onde surgem mais empresas, a construção surge como sendo uma das áreas em que se estão a criar mais empresas (2.345 mil até final de abril), ultrapassando o retalho e o alojamento e restauração.

Nos primeiros quatro meses deste ano, a construção foi um dos setores em que se verificou uma das maiores subidas percentuais na criação de novas empresas, com mais 40,5% face ao período homólogo, segundo o barómetro.

A análise realizada permitiu concluir que o aumento de 12,6% em termos de criação de novas empresas em Portugal até abril mostra uma particularidade: “Deixa de fora as atividades imobiliárias e o alojamento e restauração, dois dos setores mais dinâmicos na criação de novas empresas nos anos mais recentes”.

“Face ao período de janeiro a abril, a atividade imobiliária reduz em 6,2% as novas empresas e o alojamento e restauração [diminui] em 1,8%”, refere a Informa D&B, justificando o recuo no caso do alojamento e restauração, em particular, devido à descida no subsetor do alojamento de curta duração.

Depois de um ano de 2018 com uma “acentuada subida” nos encerramentos de empresas, este ano “começou incerto”, com os dois primeiros meses a registarem uma subida nos encerramentos de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado, valor que foi depois equilibrado no final do primeiro trimestre do ano.

Nos quatro primeiros meses deste ano verificou-se um aumento de 2,5% no encerramento de empresas, que não é transversal a todos os setores, e para o qual contribuíram com maior peso os setores da agricultura e outros recursos naturais (25,6%) e o das tecnologias da informação e comunicação (12,7%).

O barómetro refere ainda que, até abril, foram registadas 743 novas insolvências, o que representou uma queda de 14,8%, face a igual período do ano anterior.

No caso da indústria, há a registar 217 novas insolvências (mais 16,0%) e nos transportes observaram-se 38 novas insolvências (mais 11,8%), pelo que ambos os setores foram os únicos a registar mais insolvências do que ano anterior.

Ler mais
Recomendadas

Luságua aposta na telegestão para aumentar eficiência

Com esta tecnologia de permanente monitorização que visa “a possibilidade de prever futuros problemas”, a Luságua assume um papel de salvaguarda das empresas que têm como objetivo “otimizar gastos de exploração”.

“Garra Vimaranense” guia estratégia de captação de turismo

A estratégia apresentada pela Câmara Municipal de Guimarães concretiza-se através de três programas principais, 12 projetos e 48 subprojetos que envolverão toda a população vimaranense.

UTAO: Novo Banco atira défice para 0,8% do PIB no 1.º semestre

O valor estimado pela UTAO para o semestre fica aquém da meta do Governo para o conjunto do ano, de 0,2% do PIB, “sem, contudo, colocar em causa o seu cumprimento”, consideram os técnicos do parlamento.
Comentários