Presidente do Opart, que gere o Teatro São Carlos, apresentou a demissão

Em comunicado enviado à agência Lusa, o conselho de administração do Opart, organismo que tutela o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado, explicou que “Carlos Vargas apresentou verbalmente a sua demissão” a Graça Fonseca, no sábado, e que hoje “formalizou por escrito a referida demissão”.

O presidente do conselho de administração do organismo cultural Opart, Carlos Vargas, apresentou a demissão do cargo no sábado, verbalmente, à ministra da Cultura, e formalizou-a hoje, por escrito, revelou à agência Lusa.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o conselho de administração do Opart, organismo que tutela o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado, explicou que “Carlos Vargas apresentou verbalmente a sua demissão” a Graça Fonseca, no sábado, e que hoje “formalizou por escrito a referida demissão”.

Contactada pela Lusa, fonte do Organismo de Produção Artística (Opart) explicou hoje que os dois vogais da administração, Samuel Rego e Sandra Simões, não apresentaram a demissão do cargo.

O atual Conselho de Administração do Opart foi nomeado em fevereiro de 2016 para um mandato de três anos, que treminou em 31 de dezembro de 2018, e permanecia atualmente em funções, aguardando a “efetiva substituição”.

À agência Lusa, fonte da assessoria da ministra da Cultura, Graça Fonseca, confirmou hoje que os três elementos do conselho de administração do Opart serão substituídos e que, nos próximos dias, será anunciada a nova equipa dirigente do organismo.

A mudança na administração do Opart acontece numa altura em que os trabalhadores do Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado estão em greve (iniciada no dia 07), com um caderno reivindicativo e por causa de uma “quebra de confiança em relação à administração e à tutela [Ministério da Cultura]”.

Entre as exigências está um aumento salarial de pelo menos 10 por cento para alguns trabalhadores com vista a uma harmonização de vencimentos entre os técnicos das duas estruturas culturais.

No sábado, o Ministério da Cultura retirava oficialmente confiança à atual administração do Opart, ao explicar em comunicado que o conselho de administração “aprovou uma deliberação sem fundamento legal que criou uma desarmonização salarial entre alguns trabalhadores”.

Hoje, o Ministério da Cultura anunciou o agendamento, para terça-feira, de uma reunião com o sindicato CENA-STE “para encontrar soluções para vários problemas identificados” no Opart.

De acordo com o balanço social de 2018 do Opart, em 31 de dezembro de 2018, aquele organismo contava com um universo laboral total de 396 trabalhadores.

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