PSD junta-se à esquerda para chumbar decreto da contagem parcial do tempo de serviço dos professores

O Partido Comunista (PCP), Bloco de Esquerda (BE) e o PSD consideram que contar apenas dois dos nove anos de carreira congelados é insuficiente e querem rever a medida no Parlamento

O Partido Social Democrata (PSD) vai juntar-se à esquerda para chumbar o decreto-lei que visa a contagem parcial do tempo de serviço dos professores. O Partido Comunista (PCP), Bloco de Esquerda (BE) e o PSD consideram que contar apenas dois dos nove anos de carreira congelados é insuficiente e querem rever a medida no Parlamento, avança o jornal “Público” esta segunda-feira.

Os partidos têm a possibilidade de pedir apreciação no Parlamento de decretos-lei aprovados em Conselho de Ministros, que não passam obrigatoriamente pela Assembleia da República. É isso que o PSD, PCP e BE prometem fazer caso o Presidente da República venha a promulgar o decreto-lei do tempo de serviço dos professores. O PCP e o BE já assumiram que, depois da apreciação parlamentar, vão votar a favor da anulação do decreto.

O mesmo garante o PSD. Os sociais-democratas acreditam que contar dois anos, nove meses e 18 dias, como propõe o Governo, fica aquém das expectativas e é preciso contar a totalidade dos nove anos congelados. O decreto-lei em causa foi aprovado dia 4 de outubro e ainda não chegou a Belém para promulgação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Segundo o jornal “Expresso”, “o dilema presidencial está em 50%-50%”, existindo ainda dúvidas sobre se deve ou não promulgá-lo.

 

Recomendadas

Só com o PS é possível manter o equilíbrio na governação – António Costa

De acordo com o primeiro-ministro, nos últimos três anos e meio, os compromissos assumidos “foram cumpridos, porque palavra dada tem sido sempre palavra honrada”.

Paulo Rangel pede voto bem cedo para impedir “legitimação” de Costa

Segundo Rangel, o que António Costa procura nas eleições europeias é tentar “um plebiscito à moda napoleónica ou cesarista” para conseguir a sua “legitimação” a nível nacional já que, disse, até hoje o primeiro-ministro “nunca foi capaz de ganhar uma eleição”.

Eleições podem iniciar alteração do mapa político à esquerda em Portugal – Marisa Matias

Para Marisa Matias, “não importa fazer campanhas” se é para os candidatos se ouvirem uns aos outros e “não ouvir as pessoas e não falar daquilo” que é os leva até elas.
Comentários