Venda de ‘hijabs’ como uniforme escolar causa polémica no Reino Unido

A marca britânica, Marks & Spencer está a ser alvo de controvérsia por vender ‘hijabs’ como vestuário escolar. Grupo é alvo de fortes criticas por promover ”a sexualização” das crianças muçulmanas.

A marca de roupa britânica, ‘Marks & Spencer’ está envolvida numa polémica por ter colocado à venda ‘hijabs’ (o tradicional véu islâmico que cobre o cabelo, ombros e troco) como uniforme escolar.

A peça encontra-se no site da marca, e está disponível em vários tamanhos e cores. O preço ronda as seis libras, (cerca de 6,84 euros) e foi posto à venda pela primeira vez este verão.

As respostas têm sido mistas desde então, no entanto a maioria afirma que esta é uma forma de opressão islâmica e que a promove a sexualização das crianças muçulmanas. Entre as várias opiniões, o ativista, escritor e político Maajid Nawaz ‘twitou’ que a venda deste produto “promove o medievalismo”.

O fundador da Fundação Quilliam, um grupo que combate o radicalismo islâmico, considera que ”[eles] têm o direito de escolher os lucros invés dos valores, nós temos o [direito] de os criticar por isso” acrescentou. “Estão a dizer às raparigas que não é ”modesto” mostrar o cabelo”.

A marca entretanto respondeu ao ativista através da rede social, explicando que “[nós] oferecemos uniformes personalizados para 250 escolas em todo o país que nos informam, todos os anos, que peças são necessárias na lista de uniformes escolares. Este ano, várias escolas solicitaram a opção do hijab”.

O deputado trabalhista Khalid Mahmood pediu que a marca “peça desculpa” e que retire o produto que, até hoje, continua a ser vendido.

Inna Shevchenko, ativista ucraniana e co-fundadora do grupo Femen, acusa a marca de concordar com a ideia de que as raparigas podem ser uma ameaça sexual. ”A M & S optou por capitalizar desta opressão, e agora escolhemos criticar e boicotar a marca! ” ‘twitou’ Shevchenko.

Os títulos da marca britânica seguem a tendência no vermelho, −2,20 para 0,77%, e segundo os dados do El País, este ano registaram uma queda de 64% e planeiam fechar várias lojas devido ao boicote.

 

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