Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo nos distritos Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria e Setúbal.
Segundo o estudo, os grandes incêndios são um problema estrutural e não uma fatalidade associada apenas ao Verão. A investigação conclui que o risco começa a construir-se muito antes da época crítica, impulsionado pela pressão das alterações climáticas, pela acumulação de combustível vegetal, pela gestão insuficiente da paisagem, pelo abandono rural, pela expansão da interface urbano-florestal e pela falta de integração do risco de incêndio no ordenamento do território.
Rede portuguesa de embaixadores do Pacto Climático Europeu propõe “Clima Clubes” nas escolas, disciplina obrigatória no ensino superior e formação contínua em sustentabilidade para trabalhadores. Objetivo: transformar preocupação em ação e combater a ecoansiedade.
“A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre”, afirmou José Pimenta Machado durante uma visita da ministra do Ambiente à Praia do Garrão, em Loulé, no distrito de Faro.
O conhecimento avançou mais rapidamente do que a transformação. O problema não é a ignorância, nem a falta de dados, mas sim o crescente fosso entre o que sabemos e o que estamos dispostos a mudar.
O risco de inundações em Portugal não é apenas determinado pela intensidade das chuvas. Resulta também de decisões sobre a utilização do solo, superfícies impermeáveis, construções em áreas propensas a inundações e sistemas de drenagem projetados para um clima que já não existe.