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Lei do tabaco. Deputada do PS diz que é “paternalista” e apelida-a de “totalitarismo sanitário”

Na última edição do programa “O Princípio da Incerteza”, da CNN Portugal, Alexandra Leitão revelou que não gosta “desta visão muito paternalista, de totalitarismo sanitário” e classificou as medidas como desiguais. No entender da parlamentar socialista, e em jeito de comparação, “o álcool é muito tolerado na nossa sociedade”.
Alexandra Leitão, ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública
15 Maio 2023, 15h12

A deputada do Partido Socialista (PS) Alexandra Leitão qualificou este domingo, no programa “Princípio da Incerteza”, da “CNN Portugal”, a lei do tabaco, cujos contornos foram conhecidos no final da semana passada, como “paternalista” e com indícios de “totalitarismo sanitário”.

“Uma coisa é proteger terceiros, sou a favor de todas as limitações que visam proteger os fumadores passíveis. A lei vai um pouco além disso e quer tomar opções pelas pessoas. As pessoas devem ser livres de tomar as decisões, mesmo aquelas que não lhes fazem bem”, começou por referir a ex-ministra socialista.

Alexandra Leitão revelou que não gosta “desta visão muito paternalista, de totalitarismo sanitário” e classificou as medidas como desiguais. No entender da parlamentar socialista, e em jeito de comparação, “o álcool é muito tolerado na nossa sociedade”.

A proibição da venda de tabaco em máquinas automáticas a partir de 2025 proposta pelo Governo, além de outras restrições, como a redução dos locais de venda e a adoção de novas as regras ao consumo no exterior, são classificadas como “discriminatórias” por várias associações que alertam para o risco da perda de milhares de postos de trabalho.

Caso a proposta de lei do Governo seja aprovada pela Assembleia da República, deixa de ser possível a venda de tabaco direta ou através de máquinas de venda automática em locais como restaurantes, bares, salas e recintos de espetáculo, casinos, bingos, salas de jogos, feiras, exposições.

 

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