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FENPROF considera que os “níveis de vinculação ficaram abaixo do que teria sido possível”

A FENPROF considera que é “importante a redução da contratação a termo, nesta fase, de 56% para 36%”, que o “número de vinculações poderia ter sido superior se o regime de concursos fosse outro”, e de que é necessário “conhecer as condições que reúnem os 20 800 docentes que continuam por colocar, transitando para as reservas de recrutamento”.
23 Agosto 2023, 19h36

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) já se prenunciou sobre o número de professores colocados divulgados hoje pelo ministério da Educação, considerando que os “níveis de vinculação ficaram abaixo do que teria sido possível”.

“Regista-se o facto de ter sido afirmado que foram agora preenchidos 95% dos horários pedidos pelas escolas, percentagem alegadamente superior à do ano transato. Há um ano, em 12 de agosto de 2022 o ministro afirmou terem sido preenchidas 97,7% das necessidades que as escolas tinham manifestado”, sublinha a FENPROF.

A FENPROF considera que é “importante a redução da contratação a termo, nesta fase, de 56% para 36%”, que o “número de vinculações poderia ter sido superior se o regime de concursos fosse outro”, e de que é necessário “conhecer as condições que reúnem os 20 800 docentes que continuam por colocar, transitando para as reservas de recrutamento”.

Relativamente à falta de professores, um problema que deverá agravar nos próximos anos, a FENPROF revela que “esta inferência resulta do facto de apenas sobrarem 20 800 docentes para futuras colocações no âmbito das reservas de recrutamento, segundo informou o ministro, sendo que, no ano letivo anterior, tiveram de ser contratados cerca de 35 000 docentes”.

“Agrava o problema da falta de professores o elevado número de docentes que se está a aposentar. Ao longo do presente ano civil e até final de setembro sairão 2492 docentes para a aposentação prevendo-se que, até dezembro, sejam mais de 3500 os que se aposentarão. Este nível de aposentações indicia mais um ano difícil, no que concerne à falta de professores”, afirma a FENPROF.

 

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