Na noite das eleições das eleições na madeira, o líder do PSD, Luís Montenegro, afirmou que não precisaria do Chega para coligações nem a nível regional, nem a nível nacional. Por sua vez, o Chega também rejeitou coligar-se com o PSD/CDS Madeira. Mas será que o PSD realmente não vai precisar a nível nacional do Chega? É a pergunta que os especialistas deixam no ar, enquanto há quem aponte que a frase pode ter sido “um lapso” e dizer respeito ao contexto regional.

O especialista em política, Hugo Ferrinho Lopes, defendeu ao Jornal Económico que Montenegro “utilizou a expressão de que não coligaremos com o Chega porque não precisamos, pode não ter sido a expressão mais apropriada para o contexto, ou, por outro lado, pode ter sido um lapso”. Mas, no geral, considera o especialista, diz muito mais ao contexto da Madeira.

“Montenegro também disse a nível nacional, mas a frase foi dita num contexto específico”, vincou. Hugo Ferrinho Lopes acrescentou ainda que “interpretando à letra, significa que o parlamento nacional não precisará do Chega ou então que mesmo precisando não se coligará com o Chega”.

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