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Cibercriminosos não perdoam no dia dos namorados. Cinco dicas para a sua proteção e do seu mais que tudo

No primeiro mês de 2021, os investigadores da CPR assistiram ao aumento de 152% do número de novos domínios relacionados com a temática do dia dos namorados. Destes, 6% foram considerados maliciosos e 55% suspeitos.
14 Fevereiro 2022, 08h25

O cibercrime, um pouco como o crime “tradicional”, aproveita épocas festivas e ocasiões especiais ao longo do ano para tentar burlar o maior número de pessoas possível, apelando sempre ao lado mais sensível de cada utilizador. No dia dos namorados não é diferente. Segundo dados da Check Point Research (CPR), em janeiro, um em cada 371 emails maliciosos estavam relacionados com o dia de São Valentim.

No primeiro mês de 2021, os investigadores da CPR assistiram ao aumento de 152% do número de novos domínios relacionados com a temática do dia dos namorados. Destes, 6% foram considerados maliciosos e 55% suspeitos.

Um dos exemplos mais recentes, elencado pela CPR, prende-se com a campanha “The Million Roses”. No email enviado a milhares de pessoas, os cibercriminosos utilizaram um sistema de phishing — técnica que recorre a ficheiros anexados à mensagem de correio eletrónico para obter informações confidenciais como nome de utilizador, palavra-passe e detalhes do cartão de crédito, para tentar persuadir as pessoas a abrirem o ficheiro malicioso.

O email fraudulento continha um endereço de uma empresa que diferia do da marca legitima “The Million Roses”.

A CPR partilha ainda um exemplo real de uma tentativa de ataque de phishing que procurava enganar os utilizadores através da imitação da marca “The Million Roses”. Quem carregasse no link do email teria sido redirecionado para um domínio malicioso que tentava imitar o portal “The Million Roses” e, consequentemente, influenciado a digitar os seus dados. O email tinha como assunto: “Ofereça ao seu par de Dia de São Valentim um presente inesquecível”.

Omer Dembinsky, gestor de dados da CPR Software, afirma que, para evitar cair numa armadilha semelhante, “recomendo que os consumidores tenham especial atenção aos emails de reconfiguração de passwords, desconfiem de propostas que parecem demasiado boas para ser verdade e que fiquem atentos a erros de escrita e gramaticais. Qualquer uma destas ou uma combinação destas é um sinal de alerta, e deve relembrar-nos da possibilidade de estarmos perante uma tentativa de ataque de phishing“.

De forma a estar protegido no dia de São Valentim, mas também no resto do ano, siga estas cinco dicas elaboradas pela CPR.

Suspeite sempre dos emails de reconfiguração de palavras-passe

Ao enviar um e-mail falso de redefinição de password que redireciona o utilizador para um site de phishing, os atacantes conseguem obter as suas credenciais de conta. Caso receba um e-mail não solicitado deste tipo, visite o website diretamente sem clicar nos links anexados e altere a palavra-passe diretamente.

Nunca partilhe as suas credenciais

O roubo de credenciais é um objetivo global dos ciberataques. Muitas pessoas reutilizam o mesmo nome de utilizador e palavra-passe para diversas contas, por isso, é provável que roubar as credenciais de uma só conta dê acesso a um grande número de contas do utilizador.

É demasiado bom para ser verdade? desconfie

Porque normalmente são mesmo boas demais e não são verdade… Um desconto de 80% num novo iPhone ou num item de joalharia é normalmente pouco confiável ou seguro a nível de oportunidade de compra.

Verifique sempre se o que está a encomendar online é de uma fonte autêntica

Não clique em links promocionais que lhe chegam via email. Em vez disso, pesquise no Google a loja e clique no link que o Google oferece. Adicionalmente, recorra aos portais de reclamação, como o “Portal da Queixa” e pesquise a empresa/entidade em questão.

Erros gramaticais ou de ortografia são um dos principais sinais de emails fraudulentos

São outro potencial indício de um email de phishing. Normalmente, as empresas legítimas utilizam verificações de ortografia, pelo que estas gralhas devem levantar suspeitas sobre a veracidade da fonte.


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