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Covid-19: capacidade de medicina intensiva cresceu 23% em Portugal

Mais de 83% dos profissionais de saúde infetados pelo novo coronavírus já recuperaram da doença. São mais de 2.900 profissionais que voltaram aos seus serviços.
Lusa
13 Junho 2020, 14h12

A capacidade de medicina intensiva em Portugal para fazer face à Covid-198 cresceu 23% desde o início da pandemia, revelou há minutos António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, na conferência de imprensa diária sobre o ponto da situação do surto em Portugal.

De acordo com este responsável, o país passou de uma capacidade de medicina intensiva de 628 camas para 819 camas.

“O nosso objetivo é chegarmos ao final do ano com um rácio de 9,4 camas por cada 100 mil habitantes”, sublinhou António Lacerda Sales sobre as metas do país em termos de capacidade de medicina intensiva para fazer face ao coronavírus.

O secretário de Estado da Saúde anunciou também que mais de 83% dos profissionais de saúde infetados pelo novo coronavírus já recuperaram da doença.

“São mais de 2.900 profissionais que já não têm Covid-19 e que regressaram aos seus serviços, o que também é um reforço de confiança no futuro, nas instituições de saúde e na retoma da normalidade, também, das unidades de saúde”, assinalou António Lacerda Sales.

No capítulo dos ventiladores, o governante avançou que já foram entregues mais de 680 pelas unidades de saúde de todo o país.

O secretário de Estado da Saúde referiu que o ponto da situação de hoje, dia 13 de junho, aponta para 22.438 casos de pessoas curdas, o que representa 66,1% dos casos confirmados em Portugal.

No total, o país já registou 36.463 casos de pessoas infetadas com o coronavírus, mais 283 casos que ontem, mais 0,8%.

Destas pessoas, em 96,6% dos casos estão a ser tratadas no seu domicílio e 3,4% estão internados: 2,8% em enfermaria e 0,6% em unidades de cuidados intensivos.

Registaram-se até ao momento 1.512 óbitos, verificando-se uma taxa de letalidade global de 4,1%, que sobe para os 17,4% na faixa etária acima dos 70 anos.

Quanto à região de Lisboa e Vale do Tejo, António Lacerda Sales adiantou que já forma efetuados mais de 14 mil testes e rastreios a empresas, tendo cerca de 95% deles dados resultados negativos, enquanto os restantes 5% deram resultados positivos.

Dos casos positivos, 731 pessoas, “muitos já foram considerados nos boletins epidemiológicos diários”

Os que ainda não foram, por falta de notificação e de cruzamento de dados, sê-lo-ão nos próximos dias, assegurou o secretário de Estado da Saúde


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