CDS-PP disponível para aprofundar relações com os três maiores partidos angolanos

A presidente do CDS-PP manifestou hoje disponibilidade para aprofundar relações bilaterais com os partidos políticos angolanos com representação parlamentar, que se pode iniciar com a partilha de experiências na preparação das primeiras eleições autárquicas em Angola.

Ler mais

Assunção Crista, que termina hoje uma visita a Luanda a convite da Universidade Agostinho Neto, encontrou-se com as três maiores forças políticas em Angola.

A líder do CDS-PP foi recebida pelo secretário-geral do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, pelo vice-presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), principal partido da oposição angolana, e pelo presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), a segunda maior força política da oposição.

A dirigente centrista classificou como “muito rico” o encontro que manteve com a UNITA, que serviu para trocas do ponto de vista sobre a situação política nos dois países, bem como para ouvir os desafios e objetivos daquele partido sobre as eleições autárquicas.

“Há uma abertura do lado do CDS para irmos acompanhando a situação, trocando impressões e disponibilidade para qualquer ajuda, qualquer apoio que eventualmente venha a ser solicitado”, disse Assunção Cristas.

Em declarações à imprensa, o vice-presidente da UNITA, Raul Danda, disse que o encontro serviu para troca de impressões sobre a atualidade política nos dois países, no caso concreto de Angola a realização das primeiras eleições autárquicas, previstas para 2020, e o assunto sobre o repatriamento de capitais.

“Alguns desafios ligados à democratização do nosso país, tendo em conta que Portugal vive numa democracia e nós estamos a caminhar também para esta democracia”, disse Raul Danda.

Relativamente ao encontro com o líder da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, a presidente do CDS-PP considerou igualmente interessante, frisando o facto de se tratar de uma força política recente em Angola.

“Há um objetivo comum, cada um dentro do seu contexto próprio, que é crescer e fazer valer as suas ideias e nesse sentido tive a oportunidade de ouvir um bocadinho da história da CASA-CE, um partido muito recente e que está a fazer o caminho da afirmação”, disse.

Com esta força política, Assunção Cristas disse que será mantido um bom relacionamento bilateral, focando que está neste momento em Angola um ex-presidente do partido, Ribeiro e Castro, a colaborar com a CASA-CE numa conferência de preparação e de trabalho sobre as próximas eleições autárquicas.

“E o CDS está também disponível para conversar e ajudar nestas questões de preparação de eleições, disponível com a CASA-CE e demais partidos, certamente, na medida em que possamos ter alguma coisa para partilhar, certamente, que faremos visitas e manteremos os canais abertos”, garantiu.

De resto, a dirigente centrista disse que é preocupação do seu partido “situar o relacionamento do CDS com os três maiores partidos em Angola, ao nível do próprio relacionamento entre Estados”.

“E para nós é importante que o CDS seja uma voz do estabelecimento de pontes, da concórdia, de um clima positivo entre os dois países e isso também se faz dialogando com os vários partidos, cada um nas posições que ocupa”, frisou.

Recomendadas
Angola/PM: Costa considera “muito provável” visita de Estado de Marcelo em 2019
De acordo com o líder do executivo português, a partir de agora, as visitas de alto nível entre as autoridades políticas de Luanda e de Lisboa “retomarão o seu ciclo normal”.
Transparência: PS quer regresso da lista das subvenções vitalícias
A lista, composta na maioria por políticos reformados, deixou de ser publicada em maio, depois de surgirem dúvidas colocadas pelo Regulamento Geral de Proteção de Dados.
Comissão parlamentar quer ouvir Manuel Pinho em 17 de outubro
Fonte parlamentar adiantou à agência Lusa que para 17 de outubro ficou agendada a audição do ex-ministro da Economia Manuel Pinho, sendo esta a última data deste lote de inquirições previstas.
Comentários