Jerónimo de Sousa desafia militantes a levar amigos e familiares a votar

Já o cabeça de lista europeu da CDU, João Ferreira, pediu “mais um esforço” até às eleições europeias de domingo, para fazer crescer a coligação e ajudar à resolução de vários problemas no país, como a degradação de equipamentos escolares, agricultores que desistem das suas explorações, pequenos e médios empresários “esmagados” pelos poderes económicos ou a valorização de salários.

Cristina Bernardo

O secretário-geral do PCP desafiou hoje os militantes a exercerem o seu dever cívico no domingo, votando na CDU, e a convencerem amigos e vizinhos que estejam em dúvida.

“Nestas horas que nos faltam é possível e necessário não ficarmos apenas pela mera reflexão individual, não ficarmos descansados porque vamos cumprir a nossa obrigação cívica. Cada um de nós lembre-se de alguém que está em dúvida ou que não sabe como há de fazer nestas eleições. Se cada um de vós fizer uma contribuição de dar força à CDU, conseguimos um bom resultado eleitoral”, defendeu Jerónimo de Sousa.

O líder comunista falava para cerca de 900 militantes, num comício que encerrou a campanha eleitoral da CDU, no Seixal, no distrito de Setúbal, o concelho onde se realiza a maior festa comunista, o Avante.

“O resultado ainda está por construir”, frisou Jerónimo de Sousa, lembrando que os deputados da CDU são fundamentais no Parlamento Europeu porque pensam sempre “nos trabalhadores, no povo e no país”.

“Precisamos de uma CDU mais forte, não apenas para ter mais um deputado, mas porque é mais uma voz, uma força que é capaz de defender os interesses nacionais porque estão identificados com o que os trabalhadores sentam na sua vida, não hesitem, vale a pena votar na CDU”, apelou.

Segundo o líder comunista, a frase “avançar é preciso” tornou-se o lema desta campanha da CDU e será também de outras que se aproximam, uma vez que a coligação acredita “num mundo melhor e com mais direitos”, defendendo o país das “imposições da União Europeia”.

Já o cabeça de lista europeu da CDU, João Ferreira, pediu “mais um esforço” até às eleições europeias de domingo, para fazer crescer a coligação e ajudar à resolução de vários problemas no país, como a degradação de equipamentos escolares, agricultores que desistem das suas explorações, pequenos e médios empresários “esmagados” pelos poderes económicos ou a valorização de salários.

“Um país assim seria certamente um país que ficaria longe de se afundar na próxima crise apertada da política de direita ou de outra crise do euro. É tempo de evitar afundanços e colocar as verbas ao serviço do que faz falta”, defendeu.

Neste sentido, João Ferreira lembrou como esta foi uma “campanha de propostas” para avançar em todos estes problemas, garantindo que a CDU nunca se irá calar no Parlamento Europeu, defendendo os interesses dos portugueses.

“É preciso que no domingo toda a gente possa dizer que sim, que votou e levou mais gente a votar na CDU”, apelou.

Ler mais
Recomendadas

CGD: Faria de Oliveira confirma que ex-gestores preparam queixa contra auditoria da EY

Queixa de ex-gestores da CGD contra a EY por causa dos alegados erros e incorreções na auditoria de gestão poderá dar entrada na CMVM, confirmou ex-presidente do banco público no Parlamento. Faria de Oliveira já tinha considerado que relatório “enviesado”, “viciado” e “descuidado”. E, diz, que antigos administradores querem “verificação da consistência” da auditoria.

Faria de Oliveira: “Banco de Portugal não questionou” CGD sobre projeto La Seda

Antigo presidente da CGD avançou no Parlamento que o banco público “não sentiu necessidade de partilhar” as preocupações quando ao crédito concedido a  à empresa catalã. Nem o Banco de Portugal questionou a Caixa sobre o assunto numa altura em que já havia indicação de problemas relativos ao crédito concedido à La Seda que resultou em perdas de 211 milhões de euro para o banco.

“Obrigação de defender estabilidade financeira” ditou decisão de não executar garantias de Berardo, diz Faria de Oliveira

A estabilidade do sistema financeiro português ditou que a  Caixa Geral de Depósitos (CGD) não tivesse executado as garantias do empréstimo dado a José Berardo (acções do BCP), rebatendo o argumento do empresário madeirense de que se a Caixa tivesse vendido as acções do BCP não tinha perdido nada na sequência do crédito de 350 milhões, apontado pela auditora EY como um dos mais ruinosos para o banco público.
Comentários