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93% da população em Portugal considera corrupção prática comum no país, revela Eurobarómetro

Portugal surge atrás da Croácia, com 96%, e da Grécia, com 97%, quanto aos inquiridos que consideram a corrupção um problema “totalmente comum” nos respetivos países, segundo o Eurobarómetro Especial 2023.
9 Julho 2023, 22h20

O Eurobarómetro Especial 2023 dá conta de que 93% da população em Portugal considera a corrupção uma prática generalizada no país, perante a média de 70% da União Europeia (UE).

De acordo com aquele que é o instrumento de sondagem oficial utilizado pelo Parlamento Europeu, Comissão Europeia e outras instituições e agências da União Europeia (UE), em resposta à pergunta – “Em que medida pensa que o problema da corrupção é comum em Portugal?”, verificou-se uma subida de três pontos percentuais em relação ao registado no ano passado.

Portugal surge atrás da Croácia, com 96%, e da Grécia, com 97%, quanto aos inquiridos que consideram a corrupção um problema “totalmente comum” nos respetivos países

No mesmo universo de 1.021 inquiridos, “66% consideram que, nos últimos três anos, o nível de corrupção aumentou, um aumento de 15% face a 2022, com 25% a declararem que acham que a corrupção continua “a mesma””, segundo uma nota da organização Transparência Portugal (TI Portugal), que cita dados do Eurobarómetro divulgado este mês.

Quanto à forma como olham para as instituições políticas e empresariais, os dados apontam para uma desconfiança generalizada, com 85% a responderem que consideram que “as relações muito estreitas entre as empresas e a política em Portugal conduzem à corrupção”.

Segundo o mesmo relatório, 78% dos inquiridos entendem que “os casos de alta corrupção não são suficientemente processados em Portugal”; 84% consideram que, “em Portugal, o favoritismo e a corrupção prejudicam a concorrência empresarial”.

O Eurobarómetro especial foi redigido com base em 26.404 entrevistas diretas pessoais no espaço europeu, das quais 1.021 em Portugal, entre os dias 12 e 30 de abril.

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