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Queda da população ativa pode impedir recuperação económica rápida

A taxa de desemprego desceu no segundo trimestre, mas o impacto da pandemia no turismo e o aumento da concorrência global na era do teletrabalho preocupam os especialistas consultados pelo JE.
9 Agosto 2020, 17h00

A população desempregada em Portugal poderá ainda crescer em 227,5 mil pessoas até ao final do ano. Os cálculos do Jornal Económico (JE), baseados nas estimativas do Banco de Portugal (BdP) e nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que o valor registado no segundo trimestre deste ano pode crescer cerca de 80%, terminando o ano corrente com 506 mil desempregados.

Assumindo a taxa de desemprego de 10,1% que o BdP estima para o final do ano no seu boletim económico de junho e usando os dados mais recentes do INE relativos ao mercado laboral, que apontam para 278,4 mil desempregados no final do segundo trimestre de 2020, o número de trabalhadores que irá procurar ativamente trabalho no final do ano rondará os 506 mil, bem acima dos 352,4 mil registados no final do ano passado. A análise incorpora já a descida na população ativa, que registou o valor mais baixo da série iniciada em 2011, com 5009,6 mil pessoas.

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